domingo, 5 de dezembro de 2010

Dicas sobre as ferramentas de EAD

Construa comigo, um glossário com as ferramentas de avaliação na EAD.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lançado concurso para professores do IFCE

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) está com inscrições abertas, até o dia 19 de novembro, para concurso público que visa preencher 35 vagas de professores em diversos municípios. As inscrições devem ser realizadas no endereço eletrônico http://www.ifce.edu.br Há vagas para os campi de Acaraú, de Aracati, de Canindé, de Crateús, de Maracanaú, de Quixadá, de Sobral, de Baturité, de Jaguaribe, de Tianguá e de Tauá.


Fonte:
Diário do Nordeste
Editoria: Negócios
Data: 12/11/10

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SALA DE AULA INTERATIVA

Sala de Aula Interativa

Ionete Maria Siqueira Machado



A leitura do texto, “Sala de Aula Interativa, a educação presencial e à distância em sintonia com a era digital e com a cidadania” de Marco Silva, me abriu outra possibilidade de entendimento sobre o termo interatividade.
Interagir, de tanto falarmos hoje em dia, me remetia a ideia de que estava estritamente ligada a informática em si, o que na verdade é uma definição clara da comunicação, pois já interagíamos, na sala de aula convencional, na vida pessoal e em diálogos e conflitos da existência humana.
Como professora, desde 1997, ainda como professora temporária da rede estadual do Ceará, minha grande expectativa, era ser o professor articulador, mediador, interativo na forma de comunicar-me, expressar-me e não apenas ser um “contador de história”, pois naquela época minha experiência profissional era muito recente.
Pressupor que o aluno tem uma trajetória própria, uma identidade cultural, e que para garantir sua expressividade, sua comunicação e cooperação no processo ensinar-aprender, é um desafio, para a educação hoje, mesmo porque, conceitos cristalizados de que, temos que recitar, ditar-falar e vice e versa, é premissa na profissão de professor.
Sempre remeto-me, a época de estudante, pois como tal, fui aluna de tele-aulas, no extinto programa Telensino – e o que mais me atraia nas aulas, era a capacidade de interagir que nossa professora da época, dominava tão bem, guiada também por esta influência, tive ironicamente a primeira experiencia com sala de aula, também no Telensino, foi no inicio da minha carreira, Orientadora de Aprendizagem, e por incrível que pareça, essa sempre foi minha maior referência na vida profissional. Pois foi com essa professora interativa, que desenvolvi habilidades essenciais para o meu trabalho, que são, a tolerância, a perspectiva múltipla de agir entre os diferentes, a capacidade de ver, proporcionar novas possibilidades na área do conhecimento.
Então, hoje, seja na tutoria EAD, ou no ensino presencial, costumo atuar com essa perspectiva, da pedagogia comunicacional, que não está para, nem sobre, mas com interatividade.
Portanto, vejo e entendo o professor desta nova era, como o que desafia e modifica sua comunicação em sala de aula e na educação.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Alfabetização Institucional e Aprendizagem

A Avaliação Institucional e Avaliação da Aprendizagem

A avaliação tem sido objeto de muitas discussões, como através de Luckesi (2000), Vasconcelos (1998) no campo educacional, especialmente, no Brasil e na América Latina nos últimos anos. A tendência em explorar os aspectos históricos, as contradições e ambiguidades da legislação educacional predominaram, sobretudo, no Brasil. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº 9.394/96 gerou expectativas positivas quando diz no Art. 9, VI:


“Assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade de ensino”


No Art. 24, v, alínea a, b, c, d, e, continua propondo:


a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre as eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos “(CARNEIRO, 1998, p57, 87)”.

A lei denota o caráter essencial da avaliação para o processo de aprendizagem, com meio seguro e eficaz de conseguir e verificar o rendimento escolar. Esta prática levará o aluno a perceber o seu crescimento se tornando cada vez mais presente na relação ensino aprendizagem. Nota-se no contexto educacional a preocupação com o aprofundamento de temas relacionados com a avaliação institucional e o impacto provocado na sala de aula desafiando os interessados nessa temática.
Assim, para além das discussões da avaliação escolar propriamente dita, ou mais especificamente realizada no interior da sala de aula, os pesquisadores, como Afonso (2000), Bonamino (1999), Bonniol (2001) se dedicam à temática da avaliação institucional tomada como uma atividade pedagógica, ou seja, a reflexão sobre o avaliar e ser avaliado dentro de um contexto maior que a escola, que o sistema escolar.
Para Gadotti avaliação é um tema que qualifica a educação, como também os serviços prestados pela instituição. Ele cita alguns temas a respeito da avaliação, sendo a avaliação da aprendizagem, e a avaliação institucional.
Podemos fazê-lo através de um diálogo construtivo ou, ao contrário, transformar a avaliação num momento autoritário e repressivo. Esta ou aquela opção dependerá da nossa concepção e dos objetivos que desejamos atingir.
A avaliação da aprendizagem não pode ser separada de uma necessária avaliação institucional, mesmo que elas sejam de natureza diferente: enquanto esta diz respeito à instituição, aquela se refere mais especificamente ao rendimento escolar do aluno. São distintas, mas inseparáveis. O rendimento do aluno depende muito das condições institucionais e do projeto político-pedagógico da escola. Em ambos os casos a avaliação, numa perspectiva dialógica (ROMÃO, 1998), destina-se à emancipação das pessoas e não à sua punição, à inclusão e não à exclusão ou, como diz Cipriano C. Luckesi (1998:180) “à melhoria do ciclo de vida”. Por isso, o ato de avaliar é, por si,
“um ato amoroso” (Idem, ibidem). Nos últimos anos a avaliação institucional vem ganhando importância também no ensino básico. Em alguns casos ela foi erigida pelos Sistemas Educacionais como prioridade e tornou-se parte de uma política de Estado explícita (BITAR, 1998), para a melhoria da supervisão e apoio técnico às escolas, para a melhor alocação de recursos, bem como para verificar o impacto de inovações introduzidas, como, por exemplo, a formação continuada do magistério e a implantação do PAIC1.
Um campo fértil de discussão atualmente é o da concepção de avaliação e dos modelos avaliativos. Já ficou claro nessa discussão que “avaliar não é medir”. É um bom começo. Não se pode mais confundir avaliação educacional com mensuração do rendimento escolar. A medida é considerada apenas como um momento inicial de uma, não como condição essencial. Na avaliação interagem diferentes variáveis e fatores, não diretamente ligados à escola, que devem ser considerados. Assim, estabelecer uma filosofia que sirva de base para orientar o processo de avaliação é fundamental para o seu êxito. Se não se define essa orientação o processo avaliativo pode se transformar numa atividade rotineira e burocrática sem sentido. É essa teoria de base que definirá tanto o modelo de avaliação, tanto os objetivos, o planejamento e os métodos a serem utilizados.

Por “modelo” de avaliação muitos entendem a própria concepção de avaliação.
Outros chamam de modelo o tipo de abordagem (qualitativo, quantitativo etc).
Empregamos aqui a palavra modelo para definir uma certa abordagem da avaliação que inclui estratégias e métodos, reservando a palavra concepção para os conceitos e categorias mais gerais da teoria ou paradigma da avaliação. Podemos falar, por exemplo, de uma concepção emancipadora (dialógica) ou concepção burocrática (punitiva e formal) da avaliação. Podemos falar de um paradigma dialógico (comunicativo, intersubjetivo) ou de um paradigma instrumental (de dominação) da avaliação.

A avaliação configura-se sempre em relação a algo, necessita de uma referência, um projeto político-pedagógico, um projeto institucional, que é o horizonte a ser atingido, em função do qual a avaliação tem sentido.
A avaliação é um mecanismo que acompanha a implantação e viabiliza a correção de rumos de certo modelo de universidade ou de escola, de certo projeto político-pedagógico.
A avaliação do desempenho de uma instituição supõe que existam condições prévias em relação às quais o desempenho poder ser melhor ou pior. Por isso, a preocupação central - principalmente dos docentes - é que ela não seja punitiva, burocrática ou puramente quantitativa. Para reorientar os rumos de uma instituição educacional, ela deve fazer referência a certo padrão institucional a ser atingido, deve ser múltipla, permanente e em processo. Ela deve captar aqueles pontos mais frágeis do organismo institucional e apontar os rumos de sua superação com vistas a elevar o nível de seu desempenho em face de seus compromissos sociais.

A avaliação classificatória, tanto a institucional quanto a da aprendizagem, nada transforma. “Para não ser autoritária e conservadora, a avaliação terá de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento de identificação de novos rumos. Enfim, terá de ser o instrumento do reconhecimento dos caminhos percorridos e da identificação dos caminhos a serem perseguidos” (LUCKESI, 1995). Concretamente, no caso da avaliação da aprendizagem, a avaliação “deverá ser assumida como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que possa avançar no seu processo de aprendizagem”2.

O objetivo último da avaliação é o de identificar cada vez mais a escola e a universidade com a sociedade brasileira a fim de que a cultura e conhecimento técnico-científico tornem-se bens de qualidade possuídos por todos e para que momento privilegiado de discussão do projeto político-pedagógico da escola.
O tema da avaliação está pondo em relevo não apenas os modelos de escola e as políticas educacionais, mas também o tipo de racionalidade que as fundamenta. A “razão instrumental” que tem mais intensivamente fundamentado nosso que fazer pedagógico na escola e que estrutura as nossas relações no interior dela, conduz a uma escola burocrática e rotineira. Mas é no encontro de sujeitos que se constrói um projeto. A intersubjetividade (Habermas) e o diálogo (Paulo Freire) são essenciais não apenas para o necessário entendimento entre as pessoas, mas para o cumprimento dos próprios fins da escola. Um modelo comunicativo da escola a ser construído como escopo da avaliação emancipatória, deve facilitar a função social da escola como “serviço público” e como formador do cidadão e da cidadã.

A busca do entendimento pelo diálogo, como forma de se chegar a verdade, coletivamente, não elimina o conflito. A busca de consensos não elimina o dissenso. A finalidade do diálogo e da integração social não é se chegar a uma estabilidade sem vida. A instabilidade também faz parte da ação comunicativa e pedagógica. A escola é um sistema, mas é também um mundo vivido. Ela pode ser instrumental, sistêmica, colonizando esse rico vivido - como no paradigma burocrático, necessariamente patológico - ou pode descolonizar esse vivido e viver plenamente o conflito, compondo uma harmoniosa sinfonia de vozes, sons, gestos, palavras, ações... Enfim, ela pode e deve definir seus rumos, ser autônoma, cidadã. Não é outro o escopo da avaliação educacional. Só assim ela será realmente necessária. Tenhamos, de fato, escolas comprometidas com a formação de cidadãos e cidadãs.

A avaliação institucional não pode reduzir-se a um processo técnico por que ela deve estar inserida num projeto de educação e de sociedade, um projeto político-pedagógico.
Como sustenta Celso dos Santos Vasconcellos (1998), na perspectiva de uma “práxis transformadora” a avaliação deve ser considerada como um “compromisso com a aprendizagem de todos” e “compromisso com a mudança institucional”.
Porque a avaliação institucional e escolar coloca em evidência o projeto institucional, os fins da educação e as concepções pedagógicas, ela se constitui num momento privilegiado de discussão do projeto político-pedagógico da escola.


BIBLIOGRAFIA

LUCKESI, Cipriano. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo, Cortez, 1998, 7ª edição.
ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo, IPF/Cortez, 1998.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação da Aprendizagem: práticas de mudança. São Paulo, Libertad, 1998.
HABERMAS E A EDUCACAO: Coleção Pensadores e Educacão.
RENATA Del bianco Ritzdorf Ferreira - Avaliação Educacional e Projeto Politico Pedagógico

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Avaliação do Site

Navegando pelos sites de escolas, visitei o site: http://www.essj.com.br/site

A autoria do site é de uma congregação religiosa, com qualificação técnica informativa, é comercial tem o objetivo de informar, promover a escola em relação aos cursos e modalidades de ensino que a mesma oferece. Não há propagandas veiculadas no site, apenas disponibiliza links que levam informações sobre a instituição, seus cursos, extra curriculares, acontece, apoio ao aluno, e que lança mão de informações como a missão da escola e seus objetivos enquanto instituições educacionais. A maior característica do site é a questão religiosa.O site abrange todas as questões relativas ao assunto. O texto é compreensível, bem simples, com clareza nas informações disponibilizadas.Ele oferece informações exclusivas sobre a dinamica e metodologia da escola.Disponibiliza links interessantes estruturais que levam diretamente ao assunto relacionado a escola, como por ex: Apoio ao aluno, Material extra curricular. O site é exclusivamente institucional. A Navegabilidade é fácil, design tipicamente instrucional.Os links são facilmente acessados, e o menu de informações com cores claras, poucas figuras disponibilizadas, mas leves e fácil de serem carregadas.Os títulos são de fácil visualização.Não veicula propaganda desnecessária, a grafia é correta e bem instrutiva, para a sua finalidade o site é agradável, mas não amplia opções de busca em outros sites relacionados a educação. As datas de criação e atualização não aparecem com clareza.Finalmente o site é muito objetivo, com clareza e usa de cores claras e fácil visibilidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Educação é a quarta área mais preocupante para a população

Os brasileiros estão mais preocupados com o sistema educacional do país, foi o que apontou uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência e promovida pelo Movimento Todos Pela Educação e pela Fundação SM. Divulgada no último dia 9, a investigação aponta que a preocupação com a educação subiu para o quarto lugar numa lista de oito áreas específicas. Em 2006, o tema ocupava apenas o sétimo lugar da lista.

A preocupação com a educação básica, citada por 27% dos 2002 entrevistados, superou o problema da Fome/Miséria (20%), Corrupção (15%) e Salários (12%). Durante a pesquisa, 6% das pessoas ainda colocaram o ensino como primeira opção de área problemática.

Acima da educação estão Empregos e Drogas, empatados com 29%, Segurança Pública, com 42%, e Saúde, que ainda é a área que mais preocupa os brasileiros, com índice de 66% e citada como primeira opção por 41% das pessoas.

“De acordo com as pesquisas anteriores, Fome e Miséria estavam no topo, mas o Brasil melhorou essas condições com uma melhor distribuição de renda e maior oferta de empregos, o que acabou gerando um perfil social e econômico diferente. Agora, as pessoas deixaram de lado o que era mais emergencial e estão voltadas para a educação”, explicou Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação.

Priscila também aponta o papel da mídia na mudança de percepção da sociedade. “A cobertura da educação melhorou muito, com análises completas e profundas nos veículos de mídia. Agora, os jovens sabem os direitos e as garantias de aprendizagem que possuem. Vivemos um processo de conscientização da sociedade brasileira, e hoje a população enxerga que uma educação de qualidade resolve os grandes problemas sociais do país”.

Segundo os brasileiros consultados, o tema da educação deve ter posição prioritária na pauta dos candidatos das eleições de outubro, sejam presidentes, governadores ou representantes do Poder Legislativo, e na elaboração de projetos que ajudem a solucionar os problemas do país. 28% dos entrevistados acreditam que a educação é uma área que deve merecer atenção especial dos presidenciáveis.

Colocar a Educação como área de destaque nos projetos políticos dos candidatos eleitos é uma das intenções do Todos pela Educação, que procura atingir 5 Metas até o ano de 2022. As metas incluem a colocação de crianças e jovens de 4 a 17 anos nas escolas; a completa alfabetização até os 8 anos; o aprendizado adequado à série do aluno; o ensino médio concluído até os 19 anos; e os investimentos ampliados na área.

Entre as 5 metas a primeira foi considerada mais importante pela avaliação dos entrevistados. O Todos Pela Educação já previa a percepção da população, e uma de suas reivindicações, a Emenda Constitucional 59/09, aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, eliminou a incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre os recursos da educação e ampliou a obrigatoriedade do ensino para a faixa etária de 4 a 17 anos.

A pesquisa ainda revelou que o nível de qualidade da educação subiu para a maioria dos brasileiros. Sobre a situação da Educação Pública no país, o número de entrevistados que considera o ensino ótimo passou de 25%, em 2006, para 34% neste ano. O percentual daqueles que o consideram ruim ou péssimo diminuiu de 28% para 21% no mesmo período.

Segundo Priscila, o grande problema ainda está no ritmo lento de realização das melhorias. 51% dos pesquisados afirmaram que o processo de mudanças é lento. “A pesquisa foi coerente com a realidade, e as pessoas percebem que o problema é o ritmo do processo de universalização do direito a uma educação de qualidade. A população reconhece as mudanças, mas enxerga que acontecem devagar”.
___________

Fonte: Adital

Publicado em sexta-feira, junho 18th, 2010 - 5:59 e classificado em + NOTÍCIAS, Educação. Você pode acompanhar os comentários sobre esta publicação agregando este RSS 2.0 feed.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Qualidade da Educação no Brasil

Qualidade Da Educação No Brasil

Por: Alexandre Vieira

Perfil do Autor

Professor Especialista pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina em Bases Metodológicas e Fisiológicas do Treinamento Desportivo.
Graduado pela USP em Licenciatura em Educação Física (Aluno-especial - 1996) Graduado pela UNISA em Licenciatura e bacharelado em Educação Física (1998).
Experiência nas disciplinas de Ensino Superior: a) Metodologia de ensino I, II e III; b) Filosofia, Sociologia e História da Educação e da Educação Física; c) Didática de ensino e Prática de Ensino; d) Educação Física Adaptada (deficiência física, mental, auditiva e visual) e) Atividade Física para saúde (Cardiopatias, Obesidade, Diabetes( tipo I e II ), Distúrbios Respiratórios, Distúrbios Posturais, Distúrbios Ortopédicos, Gravidez, Aids, Câncer e Síndromes raras), e suas implicações em programas de exercícios físicos. f) Estágio Supervisionado g) T.C.C.
Docente na UNIBAN - Brasil.

(Artigonal SC #730317)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/educacao-artigos/qualidade-da-educacao-no-brasil-730317.html


Para questionarmos e debatermos sobre a qualidade da educação no Brasil e no mundo, surge-nos uma pergunta:

Qual seria a saída para a solução dos problemas direcionados à má qualidade da educação no Brasil e Mundo, interagindo com os investimentos governamentais e a formação de professores em todos os sistemas de ensino?

Podemos destacar que a taxa de reprovação no Brasil, por mais que a educação escolar continuada vigore, ainda é alta, os baixos desempenhos em avaliações dos brasileiros, o próprio analfabetismo e a evasão escolar fazem parte infelizmente da cara da educação brasileira.

Muitas vezes relatamos que alguns professores sentem-se despreparados e desmotivados diante das exigências dos jovens, particularmente no que ultrapassa os conteúdos específicos de suas disciplinas e ao que se refere à socialização, ao comportamento e à vida dos estudantes além da escola, relacionada à evasão escolar, devido ao desinteresse do aluno pelo conhecimento, conforme UNESCO.

"A América Latina e o Caribe são responsáveis por 3,5% das crianças do mundo inteiro que estão fora da escola. O Brasil é o único país com mais de 500 mil crianças fora da escola", aponta o estudo da UNESCO.

Todavia, o relatório afirma que esse problema não impedirá o Brasil de cumprir as metas até 2015. E é o que esperamos.

Apesar de ter posto a maior parte das crianças na escola, o País ainda peca pela falta de qualidade na Educação e por ter dificuldades de alfabetizar adultos. Entre 121 países, o Brasil aparece em 71º lugar.


Para finalizarmos esta, podemos crer que uma alternativa para tal questão abordada seria acreditarmos que a melhoria dos investimentos, claro que com ética e moralidade, isto é, sem corrupção, poderia realizar um percentual maior de universidades públicas, de pesquisas com caráter eficaz e dinâmico, do incentivo aos professores no meio acadêmico e com dedicação integral nas IES públicas e privadas, assim como verificar a estrutura salarial, a qual deve ser digna de um educador, afinal, através de um educador, formaremos alunos e seres humanos que farão a diferença no mundo.
Retrieved from "http://www.artigonal.com/educacao-artigos/qualidade-da-educacao-no-brasil-730317.html"

(Artigonal SC #730317)
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira - Perfil do Autor:

Professor Especialista pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina em Bases Metodológicas e Fisiológicas do Treinamento Desportivo.
Graduado pela USP em Licenciatura em Educação Física (Aluno-especial - 1996) Graduado pela UNISA em Licenciatura e bacharelado em Educação Física (1998).
Experiência nas disciplinas de Ensino Superior: a) Metodologia de ensino I, II e III; b) Filosofia, Sociologia e História da Educação e da Educação Física; c) Didática de ensino e Prática de Ensino; d) Educação Física Adaptada (deficiência física, mental, auditiva e visual) e) Atividade Física para saúde (Cardiopatias, Obesidade, Diabetes( tipo I e II ), Distúrbios Respiratórios, Distúrbios Posturais, Distúrbios Ortopédicos, Gravidez, Aids, Câncer e Síndromes raras), e suas implicações em programas de exercícios físicos. f) Estágio Supervisionado g) T.C.C.
Docente na UNIBAN - Brasil.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Talentos da Educação no Site Música do Ceará. Confira!

O I Festival de Música "Talentos da Educação" teve coordenação geral e produção artística do cantor, compositor, radialista, jornalista e também professor Haroldo Holanda e ninguém melhor que o próprio para nos falar do Festival e do CD que resultou do projeto. Abaixo texto de Haroldo Holanda: "O I Festival de Música Talentos da Educação, realizado a partir das 18 horas do dia 17 de julho de 2006 no palco principal do Theatro José de Alencar, em Fortaleza, teve como objetivo divulgar e premiar o talento dos educadores e servidores da educação pública do nosso Estado, em todos os níveis e modalidades da Educação Básica. Nessa noite de 17 de julho de 2006, com entrada gratuita, foi gravado um CD ao vivo com as músicas classificadas.

O Festival acolheu os mais diferentes gêneros musicais e também teve o objetivo de fazer o intercâmbio de experiências entre compositores, intérpretes, músicos, poetas e artistas lotados na rede estadual e nas redes municipais de ensino público do Ceará. As letras das composições obedeceram à seguinte temática exigida pelo Regulamento do Festival: Educação, Magistério, Educador/Professor. O "Talentos da Educação" é o primeiro festival de música do Brasil com a temática educação, é o primeiro projeto musical brasileiro, na modalidade, inteiramente voltado para o tema Educação, onde chegaram à final 15 concorrentes.

O Festival, promovido pela COOEDUCAR (Cooperativa dos Trabalhadores em Educação do Estado do Ceará) em parceria com o Sindicato APEOC (Sindicato dos Professores e Servidores da Educação Básica Pública no Estado do Ceará), teve apoio de entidades culturais e das iniciativas pública e privada, como: Banco do Nordeste, Fiec/Sesi, Oboé Financeira, Theatro José de Alencar, Centro Cultural Bárbara de Alencar, Editora F.T.D., Livrarias Educativa e Cantares Mídia.

A Comissão Organizadora do evento foi constituída pela professora Penha Alencar (presidente da APEOC), professor Reginaldo Pinheiro, professor Arnaldo Oliveira, professor Jaime Alencar, sindicalista Roque Melo, jornalista Hélder Cordeiro, Fabiano Lima (presidente da COOEDUCAR) e Augusto Coelho. A coordenação geral e produção artística coube a José Haroldo Holanda Linhares, formado em Música pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pós-graduado em Arte e Educação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET- CE) e professor concursado da rede estadual de ensino.

As inscrições das composições ao I Festival de Música Talentos da Educação foram gratuitas e ficaram abertas em Fortaleza durante dois meses - do dia 01 de abril ao dia 19 de maio, depois prorrogadas até 31 de maio/2007 - na COOEDUCAR, localizada à Rua Senador Pompeu, 2400, Bairro José Bonifácio, CEP 60.025-002 ou via Correios. Cada compositor pôde inscrever até duas músicas, sendo permitida aos professores e servidores da educação básica pública a parceria autoral com pessoas não diretamente ligadas à educação. No Festival, as 15 músicas classificadas para a noite do dia 17 de julho foram interpretadas (tocadas ou cantadas) por trabalhadores da educação, parceiros ou por uma banda-base contratada para o evento.

O "Talentos da Educação" foi lançado dia 17 de dezembro/2005, no Programa "Educação em Debate", pela Rádio Dragão do Mar de Fortaleza, com retransmissão pelas Rádio Cultura de Paracuru e FM Padre Pedro de Brejo Santo. O Programa "Educação em Debate" vai ao ar aos sábados de 11h ao meio dia (gerado pela Rádio Dragão do Mar) e é produzido há 20 anos pelo Sindicato - APEOC. A partir daí, o Festival foi divulgado em outros veículos de comunicação (jornais, tvs e outras rádios da capital e interior), como também nas próprias escolas.

Cinco mil cartazes tamanho A3 e 30 mil folders tamanho A4 foram levados às escolas públicas de Fortaleza e do Interior do Estado, de janeiro até julho, conclamando os professores e servidores da educação à participação como artistas e também como público, no referido evento de nível estadual. Cartazes e folders em cor verde, letras brancas e pretas, violão estilizado(produzido pelo artista gráfico Álvaro Beleza). A estimativa de público atingido pelo projeto foi de 100 mil pessoas no Estado, entre professores e servidores da educação pública na rede estadual e nas redes municipais do Ceará.

Um dos pontos do Regulamento do Festival era o caráter de ineditismo das composições, ou seja, não terem sido gravadas em CD ou Vinil com fins comerciais. No item Premiação, as 10 músicas vencedoras seriam gravadas em CD, sendo 1.000 (mil) CDs distribuídos equitativamente, cabendo aos autores de cada composição 100 (cem) cópias e troféus para as 3 melhores músicas e melhores intérpretes (1° e 2º).

Na noite do Festival, no palco do Theatro José de Alencar, o compositor Lucio Caeira (professor do Colégio Liceu de Juazeiro do Norte), em concordância com os outros professores-compositores, solicitou à Organização do Festival que todas as 15 músicas classificadas para a final (e não apenas 10) fossem gravadas no CD. A professora Penha Alencar, representando a Comissão Organizadora, subiu ao palco e concordou com a proposta de Luciom. A contracapa do CD é justamente o momento da comemoração dos professores com o “sim” da professora Penha.

Cinqüenta músicas das mais diferentes regiões do Ceará foram inscritas. A primeira música inscrita foi "Um Tempo para Educação", do professor Marcus William Carvalho Sousa, no dia 20 de abril de 2006, via Correios. Ele, do distrito de Sucesso, município de Tamboril, é professor de Inglês da Escola Estadual Jader de Figueiredo Correia, e filho de Manoel Rodrigues, sanfoneiro bastante conhecido na região.

Músicas classificadas para a fase final

A relação das quinze (15) músicas classificadas para a fase final do Festival (dia 17 de julho de 2006) ficou disponível na página eletrônica da COOEDUCAR www.apeoc.org.br/cooeducar e do Sindicato APEOC www.apeoc.org.br30 dias antes da data de realização do Festival, ou seja, dia 17 de junho de 2006.

Em ordem alfabética, as músicas classificadas para a fase final do I Festival de Música "Talentos da Educação" foram:

1. "A Escola é seu Lugar", da professora Maria Euda Nascimento de Lima, da Escola Municipal Padre Antônio Monteiro da Cruz, Parque Santa Rosa, Fortaleza ;
2. "Alvorada de Vida", do professor João Crisóstomo de Oliveira, da Escola Estadual Violeta Arraes, em Araripe, e de Sônia Linhares.
3. "Berço da Educação", do professor Ruy Vieira, do CEJA de Limoeiro do Norte, e de Damião Ferreira de Sousa.
4. "Cidadania", da professora Maria do Socorro Macedo de Sousa, da Escola Estadual Governador Faustino Albuquerque, Conjunto Ceará, Fortaleza.
5. "Ensinar e Aprender a Ser Feliz", do professor Francisco Giordane Nobre Pitombeira, da Escola Municipal Antônio Bezerra Monteiro, Juazeiro do Norte.
6. "Educar Saber Amar", do professor Cleto Pinto Marques, da Escola Estadual Murilo Serpa, em Itapipoca.
7. "Educação é União", do professor Francisco Valder Carvalho de Almeida, da Escola Estadual Ana Faço, em Beberibe.
8. "Educação de Qualidade(?)", do professor Francisco José de Oliveira, da Escola Municipal José Edvaldo de Sousa, em Potengi.
9. "Eu Chego Lá", do professor Daniel Ricardo Ximenes, da Escola Estadual Paulo Freire, Henrique Jorge, Fortaleza, e Gerlena Oliveira do Nascimento.
10. "Educa-a-dor", do professor Luciom Caeira, do Colégio Liceu de Juazeiro do Norte.
11. "Educar Merece a Gente", do professor Cleto Pinto Marques, de Itapipoca.
12. "O Verbo", da professora Antonia de Maria Linhares, do CAIC Maria Alves Carioca, Bom Jardim, Fortaleza.
13. "Sonho de uma Nação", da professora Ana Maria Santiago de Abreu, da Escola Estadual Cordeiro Neto, Vila União, Fortaleza, e de José Maria Sombra.
14. "Um Tempo para Educação", do professor Marcus William Carvalho Sousa, da Escola Estadual Jader de Figueiredo Correia, Sucesso, Tamboril.
15. "Vida de Educador", do professor Francisco da Paz Pessoa, do Centro Educacional Municipal São Joaquim, Boqueirão dos Dourados, Camocim.
16. Hospedagem dos Compositores, Músicos e Intérpretes em Fortaleza

Compositores, músicos e intérpretes do Interior do Estado chegaram à Fortaleza uma semana antes da data de realização do Festival, para os ensaios no Auditório Paulo Freire do Sindicato APEOC, situado à Rua Solon Pinheiro, 1306, Bairro de Fátima. A hospedagem foi garantida pela organização do evento, e os concorrentes ficaram alojados na Casa do Professor (Palácio da Educação), mesmo prédio onde localizam-se a sede do Sindicato e o Auditório Paulo Freire.

Vinte pessoas ao todo compunham o grupo bastante animado de professores e alunos, com seus violões, guitarras, baixos e instrumentos de percussão. Até filhos menores de músicos faziam parte do grupo como as 2 garotinhas, filhas de Luciene, intérprete da música "Educa-a-dor", de autoria de Luciom Caeira, professor do Colégio Liceu de Juazeiro do Norte. Aliás, as 7 pessoas que vieram daquela cidade do Cariri, para defender a referida música no Festival, chegaram à Fortaleza (e também retornaram à Juazeiro depois do evento), de carona em uma ambulância daquele município.

Quem primeiro chegou à Casa do Professor, para hospedagem, foi o representante do município de Camocim, mais precisamente do distrito de Boqueirão dos Dourados, na Região Norte do Estado, prof. Francisco da Paz Pessoa, conhecido como Sílvio Paz.

Ensaio das Músicas com a Banda-Base do "Talentos da Educação"

Os ensaios tiveram início no dia 10 de julho/2006, às 8h30min no Auditório Paulo Freire. Já às 7h30min, o baixista Nélio Costa, um dos integrantes da banda-base contratada para os arranjos e acompanhamento das músicas, encontrava-se na calçada do Sindicato APEOC, aguardando o restante do seu grupo. Logo depois chegavam Ana Maria Santiago, professora da Escola Estadual Cordeiro Neto, Bairro Vila União, Fortaleza, e o funcionário aposentado da Prefeitura de Fortaleza, José Maria Sombra (conhecido por Bahia), autores da música "Sonho de uma Nação".

Aos poucos, intérpretes, músicos e compositores da Capital e Interior, que solicitaram a banda-base, foram chegando ao auditório. Este movimento constante de músicos na casa, subindo e descendo ao primeiro andar (hospedagem) e ao segundo andar (Auditório), chamou bastante atenção dos professores e professoras associados ao Sindicato que para lá se dirigiam em busca de orientações na área de educação e de seus direitos como profissionais.

Duas semanas antes da realização dos ensaios, a coordenação do Festival fez a entrega à banda-base no estúdio da gravadora Cantares, Rua Pedro Pereira, centro da cidade, das músicas classificadas, para que os trabalhos de arranjos fossem sendo adiantados (do dia 18 de junho a 01 de julho ).Os arranjos ficaram a cargo do guitarrista Jean Nand's e do baterista Júnior Finnis. Quem primeiro subiu ao palco para ensaiar com a banda-base foi o professor Valder Carvalho, da Escola Estadual Ana Facó do Município de Beberibe. Por conta da música "Educação é União" ter o ritmo blues, alguns integrantes da banda, num misto de brincadeira e também de orientação, sugeriram que o representante de Beberibe usasse na apresentação, na noite do Festival, um chapéu de massa, botas e roupas de cores fortes, o que foi seguido em boa parte pelo professor Valder.

A música mais cantada pelos professores-artistas, tanto de Fortaleza como do Interior, durante os ensaios no Auditório Paulo Freire, era "Educa-a-dor", de autoria de Luciom Caeira, professor do Colégio Liceu de Juazeiro do Norte. Um reggae que tem no refrão estes versos: "Tudo é mentira, é falsidade / Educação nunca foi prioridade / Se não investem nos profissionais da Educação". Na interpretação estavam Luciom e a estudante Luciene, e no baixo o músico João Neto, bastante conhecido na região do Cariri.

Os ensaios começavam pela manhã e entravam pela tarde, tudo num clima de muita cooperação e cordialidade entre professores, alunos, músicos e intérpretes. Alguns compositores não solicitaram a banda-base à organização do Festival. Apresentaram seus trabalhos com seus próprios grupos musicais, como: Francisco José de Oliveira, professor da Escola Municipal José Edvaldo de Sousa, em Potengi, no Cariri. Ele interpretou a música "Educação de Qualidade (?)" com a banda Ferrerus, formada por alunos e professores daquele município. O nome da banda deve-se ao fato de Potengi ser conhecido como o município dos ferreiros, a terra dos homens que trabalham com ferro e fogo.

A professora Antônia de Maria Linhares, da Escola Maria Alves Carioca, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, interpretou juntamente com o aluno John Lopes sua composição "O Verbo", e banda formada por professores e alunos. O grupo ensaiou no auditório do Sindicato APEOC.

Uma banda formada por alunos e professores da Escola Municipal Filgueiras Lima, bairro Jardim América, em Fortaleza, defendeu a música "Eu Chego Lá", de autoria do professor Daniel Ximenes e da estudante Gerlena Oliveira (nome artístico Lenna do Valle). Daniel e Lenna interpretaram a composição. Os ensaios do grupo aconteceram no Colégio Filgueiras Lima.

A professora Maria Euda Nascimento de Lima, que leciona na Escola Padre Antônio Monteiro da Cruz, Parque Santa Rosa, em Fortaleza, convidou sua filha Lílian Cristina, professora da Escola Beth Shalom -Anexo da Escola Municipal Antônio Diogo de Siqueira) e os músicos Conrado (teclado) e Alencar (violão), para os ensaios e apresentação no festival da música "A Escola é Seu Lugar".

OBS.:
A primeira faixa do CD I Festival de Música Talentos da Educação é "O Grito do Professor" (música de abertura do festival, não concorrente). É de autoria do professor José Luís Carvalho Santos, nascido no Piauí e radicado em São Luís, Maranhão, lecionou Língua Portuguesa no CEFET de São Luís, e Lingüística na Universidade Estadual do Piauí. José Luís foi convidado para fazer a abertura do Festival e presidir a mesa julgadora do evento.

José Luís Carvalho Santos é filho do maestro piauiense Luís José Santos e pai dos músicos, cantores e compositores José Luís Carvalho Santos Júnior e Virma Lise (ambos com CDs gravados). O professor José Luís (violonista e saxofonista) tem disco gravado com músicas de sua autoria, e outras ao saxofone.

A música (um samba-canção estilizado) é tida como um hino entre professores de vários estados nordestinos (Ceará, Piauí e Maranhão). "O Grito do Professor" exalta o importantíssimo trabalho do educador brasileiro, cobra respeito das autoridades pela profissão, e conclama a categoria a não se deixar abater porque "um dia todos nós haveremos de vencer". E lembra muito bem: "professor é o único ser que ensina o que sabe/ sem guardar qualquer segredo deixa você inteirado".

A melodia, com característica boêmia, remete muito às origens da música brasileira quando da modinha, choro, samba."

Vencedores do Festival

As músicas foram apreciadas pela Comissão Julgadora, na noite do dia 17 de julho de 2006 no Theatro José de Alencar, sob três aspectos: a qualidade da letra, a qualidade da melodia, e a originalidade. Cada jurado deu nota de 1 a 10 para cada um dos quesitos em julgamento. A interpretação das composições também estava em apreciação, com a nota indo de 1 a 10 para o quesito afinação e ritmo.

As composições classificadas nos três primeiros lugares e os melhores intérpretes (1º e 2º lugares) obtiveram as seguintes pontuações: Vencedora - "Sonho de uma Nação", com 257 pontos, música da professora Ana Maria Santiago (de Fortaleza) e letra de José Maria Sombra. Segundo Lugar - "Educação é União", com 249 pontos, música e letra do professor Valder Carvalho, de Beberibe. Terceiro Lugar - "Eu Chego Lá", com 243 pontos, música do professor Daniel Ximenes (de Fortaleza) e letra da estudante Gerlena do Vale. Também em Terceiro Lugar com 243 pontos - "O Verbo", música e letra da professora Antônia de Maria Linhares (também de Fortaleza).

A melhor interpretação ficou para Ana Maria Santiago e José Maria Sombra ("Bahia), 86 pontos, com a música "Sonho de uma Nação". A segunda melhor interpretação ficou com Henrique Torres, 81 pontos, estudante de Icó, que defendeu a composição "Alvorada de Vida", música do professor João Crisóstomo de Oliveira (de Araripe) e letra de Sônia Linhares.

O corpo de jurados (com 10 pessoas) era formado de músicos, literatos, jornalistas, professores, produtores culturais e pessoas ligadas à arte e à cultura em geral. Foram eles: João Moraes Mota, regente do Coral Madrigal de Fortaleza e vice-reitor da Universidade Estadual do Ceará; Calé Alencar, cantor, compositor e produtor cultural; Augusto Borges, radialista e apresentador de programas de televisão; Bidu Noronha, guitarrista e vocalista da banda de rock Fator RH; Mônica Cisne, diretora do Centro Cultural Oboé; Ricardo Pinto, coordenador do Programa BNB de Cultura; Reginaldo Pinheiro, presidente em exercício do Sindicato APEOC; Fabiano Lima, presidente da Cooperativa dos Trabalhadores em Educação do Estado do Ceará (COOEDUCAR); Valquíria Vasconcelos, 72 anos, aluna da rede pública de ensino, representando a classe estudantil cearense; e Tarcísio Tavares, publicitário e jurado de programas de televisão. A professora Paula Carvalho (APEOC) assessorou os trabalhos junto à presidência do corpo de jurados.

Gamaliel Noronha e Norma Zélia foram os apresentadores do I Festival de Música Talentos da Educação.

Fonte: musicadoceara.blogspot.com/search/label/Haroldo%20Holanda

AL debate implantação de piso salarial para professores do Estado

A Comissão Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa discutiu, na tarde desta terça-feira (16/03), as reivindicações dos professores da rede estadual de ensino, que pedem a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. O presidente da Comissão, deputado Artur Bruno (PT), ressaltou que o PCCS dos professores está defasado e propôs a formação de uma comissão para rever o plano.

Bruno destacou a necessidade de melhorar os salários e criticou a manutenção da carga horária de 40 horas. “Assim o professor não tem tempo para planejar aula ou estudar. Espero que o Governo apresente uma proposta e negocie como os professores”, afirmou o parlamentar.

O diretor do Sindicato dos Professores (Apeoc), Anízio Melo, afirmou que o Governo do Estado não cumpre a lei do Piso Salarial Nacional nem discute a questão do PCCS. Anízio disse que os educadores cearenses têm o sexto pior salário do País e apresentou as reivindicações da categoria, que também pede melhores condições de trabalho. “Não é só o salário, mas é claro que uma boa reivindicação terá efeitos a longo prazo na melhoria da qualidade da educação”, frisou.

O líder do Governo na Casa, deputado Nelson Martins (PT) negou a falta de negociação. “Ontem mesmo o secretário Ivo Gomes recebeu os professores”. O petista lembrou que os docentes receberam reajuste diferenciado e aumentos de quase 40% nos últimos três anos. “Se analisarmos a média salarial, o Ceará não está tão ruim ainda, mas é preciso rediscutir o financiamento da educação em todo o Brasil e a grande saída podem ser os recursos do pré-sal”, afirmou Nelson.

A deputada Rachel Marques (PT), lembrou que os professores estão em mobilização em defesa do cumprimento do piso salarial e sugeriu que a Comissão de Educação acompanhe este debate. “O piso é uma conquista assegurada por lei. Temos que garantir que seja implementado para garantir a valorização do magistério e a qualidade do ensino”, ressaltou a parlamentar.

O deputado Júlio César (PSDB) também destacou a necessidade de sensibilizar o Governo do Estado para garantir melhorias salariais para os professores. “Isso é fundamental para melhorar a educação”, afirmou o parlamentar tucano. Lideranças sindicais também questionaram o excesso da carga horária dos professores.

Também participaram do debate o presidente da CUT no Ceará, Jerônimo Nascimento; a coordenadora de gestão de pessoal da Secretaria de Educação Básica do Estado, Marta Vieira; o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Jucelino Cunha; e representantes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação e de várias outras entidades.
CV/JU



Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br

sábado, 12 de junho de 2010

Minha Trajetória Acadêmica e Profissional


FORMAÇÃO ACADÊMICA


A minha formação acadêmica começou em 1991, quando iniciei o curso de Graduação em Pedagogia Licenciatura Plena, realizado na Universidade Estadual do Ceará - UECE. O meu interesse pelos temas abordados nas diferentes disciplinas do curso levou-me a participar de vários debates e discussões acerca da profissão docente. A graduação foi significativa na minha formação, na medida em que me ofereceu subsídios para ampliação de conhecimentos no campo da educação. Iniciei em fevereiro de 1991 e conclui em julho de 1996.
O papel desempenhado pelos professores nas diferentes disciplinas de minha graduação foi fundamental para o meu envolvimento com as questões da didática. Comecei a ampliar o meu repertório com leituras direcionadas ao fazer pedagógico. Já naquela época me interessava bastante por cursos de aperfeiçoamento voltado a gestão de currículos e Telemática na educação. Logo após a conclusão do curso de Pedagogia, fui selecionada pela própria universidade para cursar meu 1º curso de Pós Graduação.
Iniciei a minha trajetória nos Cursos de Pós Graduação, em setembro de de 1998, ao matricular-me no Curso de Pós Graduação Lato sensu com Especialização em Informática Educativa na Universidade Estadual do Ceará - UECE, finalizando em 2000. Decidi realizar esse curso para aprimorar os conhecimentos veiculados na graduação.
Em setembro de 1998 retomei os estudos fazendo o Curso de Pós Graduação Lato sensu em Informática Educativa, na Universidade Estadual do Ceará - UECE. A conclusão do curso foi em janeiro de 2000. Ao finalizar o curso apresentei a Monografia cujo título é A POSSIBILIDADE DE UMA EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA ATRAVÉS DAS TECNOLOGIAS ELETRÔNICAS PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA O EDUCADOR.
A necessidade de compreender como era tratada a informática nas situações pedagógicas estimulou-me a participar deste curso de especialização. Quando conclui o curso em 2000, percebi, ao longo do seu desenvolvimento, que não se tratava de um curso que apresentava um caráter pedagógico, no entanto, os temas abordados nas diferentes disciplinas permitiram-me o envolvimento com o mundo das tecnologias de informática.
De la para cá, foquei minhas energias no trabalho, o que me favoreceu mais uma vez, voltar a estudar, com a oportunidade dessa nova especialização, fortalecendo minha prática educativa, bem como minhas expectativas em ingressar num Mestrado, que é o eu projeto de vida para 2010.


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
      A minha experiência profissional teve início em 1997, quando fui nomeada, em cargo de comissão na Secretaria de Educação do Município de Uruoca/Ce, como Diretora Pedagógica – após um ano desempenhando um trabalho pedagógico naquele município, fui aprovada através de Concurso Público para Provimento de Cargos na Secretaria da Educação do Estado do Ceará. Em agosto de 1998 assumi a docência, ministrando aulas para as turmas de Telensino no turno diurno e as turmas de pedagógico no turno noturno. A partir de 2000, passei a exercer a função técnica do NTE – Núcleo de Tecnologia da Educação no Crede 04 – Camocim, uma Coordenadoria de Ensino extensiva da Secretaria da Educação Básica do Ceará, onde passei um mês. No período de 2001 a 2002, voltei para sala de aula como professora das turmas de Aceleração – de um programa É Tempo de Acelerar. Após esse período participei ainda em 2001, da seleção de gestores para escolas públicas do estado do Ceará, onde passei a exercer a função de Coordenadora Pedagógica na EEFM Eduardo Campos em Fortaleza-Ce, cargo este ocupado de janeiro de 2002 a dezembro de 2004. Ainda em 2004 participei novamente da seleção de gestores das escolas públicas do Estado do Ceará, onde fui novamente aprovada e eleita pela comunidade escolar, para exercer a função de Diretora da mesma Unidade Escolar, no período de 2005 a 2008. Como gestora, primei pelas ações que contemplassem uma gestão democrática na instituição. Todos os segmentos envolvidos nesse processo foram convidados a participar da elaboração da Proposta Pedagógica, do Regimento Escolar, da criação do Grêmio Estudantil e do Conselho Escolar, bem como o recredenciamento da escola, para autorizar o funcionamento da EJA e Ensino Médio. O trabalho coletivo e cooperativo era característica da minha gestão. Ao deixar a direção voltei a exercer a função de Professora em outra escola, pois a então escola que dirigia, passou a jurisdição do Município de Fortaleza, o que me impedia de permanecer lotada na mesma, lá fiquei temporariamente lotada no LEI – Laboratório de Informática Educativa. No ano seguinte em 2009, já aprovada para a Seleção Pública dos Gestores das Escolas Públicas do Estado do Ceará, tive que refazer minha lotação para outra escola, e fui convidada a exercer a função de Coordenadora Pedagógica na EEFM Helenita Mota em Fortaleza/Ce, onde passei pouco tempo ficando de junho de 2009 a agosto de 2009, devido a situações adversas, não foi possível permanecer na escola. Neste mesmo ano, estou lotada na Superintendência das Escolas de Fortaleza -SEFOR, assumindo a função de Técnica no Núcleo de Administração, responsável pelo acompanhamento e orientação das prestações de contas dos recursos destinados as escolas estaduais de Fortaleza.. As minhas atribuições nessa função são: orientar a equipe gestora a executar os recursos estaduais e federais, e prestar contas dos mesmos, aos devidos orgãos competentes. Desde 2002 também exerço a função de professora na Universidade Estadual de Vale do Acaraú - IDEEC, ministrando as disciplinas, Planejamento Educacional., Educação e Trabalho, Didática, Políticas Públicas e Informática na Educação no Curso de Licenciatura Plena Parcelada em Pedagogia. Trabalhar com essas disciplinas reforçou o meu interesse por pesquisa e permitiu estudar um pouco mais a respeito da importância da investigação cientifica para a formação de um profissional da educação. 1.3 - PERSPECTIVAS DE ESTUDO E PESQUISA
      As experiências que tive durante a minha formação acadêmica e a minha atuação profissional fizeram com que eu vislumbrasse um maior aporte teórico para a condução de uma pesquisa na área educacional, percebi que deveria investir novamente na minha qualificação. Diante destes fatores decidi escolher um curso de mestrado que me leve a sistematizar melhor as minhas leituras e direcione meus objetivos de estudo. Acredito que a escolha de um Programa de Pós Graduação em Educação – Mestrado em Educação deve ser pautado em critérios que definem a confiabilidade e segurança ao candidato. Outro motivo que considero relevante é oportunidade de estar em contato com uma diversidade de culturas que possibilitarão situações de aprendizagem tanto para a minha vida acadêmica quanto para a minha vida profissional. A escolha do tema da minha pesquisa deverá ser pautada na possibilidade de investigar e analisar a formação inicial e continuada dos professores em relação ao desenvolvimento de suas práticas pedagógicas envolvendo o uso das tecnologias de informática no desenvolvimento de projetos utilizando a Webquest como recurso pedagógico. As principais publicações que eu tive contato a respeito são: Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, dentre os vários temas abordados por Moran, Behrens e Masetto (1998), discutem a preocupação com o uso da informática nas situações de aprendizagem. O papel do professor, nos dias atuais é visto como uma abordagem de mediação pedagógica. Outro conceito que tenho tido contato é discutido pela teoria piagetiana: a aprendizagem por conteúdos e a aprendizagem por estruturas apresentados por Becker (2003), ao discutir a relação entre esses dois conceitos, enfatizando a necessidade de concebermos os conteúdos como elementos auxiliares que devem ser disponibilizados e utilizados a serviço da capacidade de aprender do indivíduo, vistos dessa forma, como condição necessária para a construção de estruturas cognitivas. Outro momento importante em minhas leituras deverá ser com as teorias que permitem identificar a construção do conhecimento pelo aprendiz, em um ambiente em que o professor atue como mediador e organizador das situações de aprendizagens (Piaget); levando em conta o processo de cooperação em contraposição ao processo de coação e a aprendizagem por estruturas (PIAGET, 1973). Tenho a oportunidade, também, de ler sobre os aspectos teóricos específicos das concepções sobre os diferentes usos da informática na educação (VALENTE, 1999), e a utilização da Webquest (Disponível em: http://webquest.sp.senac.br/textos/oque) como uma metodologia de pesquisa na Internet, voltada para o processo educacional, estimulando a pesquisa e o pensamento crítico, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber. A minha proposta de pesquisa deverá envolver a Webquest enquanto ferramenta pedagógica a ser utilizada pelos professores do curso de licenciatura contemplando a integração das tecnologias de informática às diferentes situações de aprendizagem escolar, envolvendo os conteúdos da matriz curricular dos cursos de formação de professores. Espero, também, ao utilizar a Webquest enquanto recurso facilitador de aprendizagem, ter acesso a várias situações que permitam o compartilhamento de saberes e que proporcione oportunidades concretas de intercâmbio de idéias e a cooperação nas ações, envolvendo as minhas experiências profissionais e educacionais.