Sala de Aula Interativa
Ionete Maria Siqueira Machado
A leitura do texto, “Sala de Aula Interativa, a educação presencial e à distância em sintonia com a era digital e com a cidadania” de Marco Silva, me abriu outra possibilidade de entendimento sobre o termo interatividade.
Interagir, de tanto falarmos hoje em dia, me remetia a ideia de que estava estritamente ligada a informática em si, o que na verdade é uma definição clara da comunicação, pois já interagíamos, na sala de aula convencional, na vida pessoal e em diálogos e conflitos da existência humana.
Como professora, desde 1997, ainda como professora temporária da rede estadual do Ceará, minha grande expectativa, era ser o professor articulador, mediador, interativo na forma de comunicar-me, expressar-me e não apenas ser um “contador de história”, pois naquela época minha experiência profissional era muito recente.
Pressupor que o aluno tem uma trajetória própria, uma identidade cultural, e que para garantir sua expressividade, sua comunicação e cooperação no processo ensinar-aprender, é um desafio, para a educação hoje, mesmo porque, conceitos cristalizados de que, temos que recitar, ditar-falar e vice e versa, é premissa na profissão de professor.
Sempre remeto-me, a época de estudante, pois como tal, fui aluna de tele-aulas, no extinto programa Telensino – e o que mais me atraia nas aulas, era a capacidade de interagir que nossa professora da época, dominava tão bem, guiada também por esta influência, tive ironicamente a primeira experiencia com sala de aula, também no Telensino, foi no inicio da minha carreira, Orientadora de Aprendizagem, e por incrível que pareça, essa sempre foi minha maior referência na vida profissional. Pois foi com essa professora interativa, que desenvolvi habilidades essenciais para o meu trabalho, que são, a tolerância, a perspectiva múltipla de agir entre os diferentes, a capacidade de ver, proporcionar novas possibilidades na área do conhecimento.
Então, hoje, seja na tutoria EAD, ou no ensino presencial, costumo atuar com essa perspectiva, da pedagogia comunicacional, que não está para, nem sobre, mas com interatividade.
Portanto, vejo e entendo o professor desta nova era, como o que desafia e modifica sua comunicação em sala de aula e na educação.
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