Bom, agora que passamos o carnaval, acho que agora podemos começar 2014 de verdade! E como todo brasileiro que se preza cair na folia momina faz parte do nosso modo de ser.
Então vamos por partes, assim quem sabe a gente desenvolve melhor nossa civilidade.
Nesses últimos tempos, tenho ouvido termos que nem sei o que significa, mas percebo que é pra justificar algumas mazelas que passamos no dia a dia, e como não sei o que significa muitos desses conceitos, nem vou citá-los, assim eu posso ir direto ao ponto.
Afinal, muitos nem leem o que a gente escreve, pois estamos muito midiáticos, e somos também muito “visuais” e nesse quesito não tenho muita habilidade, senão desenhava aqui uma charge, ou uma pintura crítica do que pretendo escrever agora.
É o seguinte: Se você que parou pra ler estas linhas e sentiu-se atingido, podia fazer sua parte, que tal?
- Sair na rua e ser assaltado, ou nem precise sair, chegando à casa mesmo, isso já está tão comum né!
- Pegar um ônibus, sempre cheio e ainda correndo o risco de ser assaltado, ou ter que presentear algum meliante, assim de repente, com direito a ficar com uma arma na sua cabeça, sem ter o direito de se recusar a participar da “festa”;
- Iniciar o ano com uma montanha de “Is” pra pagar, e ainda se surpreender com aumentos generosos nesses “Is”; - Não poder ir a uma praça, correr, andar, sentar e não fazer nada, porque sempre podem aparecer umas “surpresinhas” desagradáveis;
- Ir às compras do mês, tipo, farinha, feijão, arroz e uma “misturazinha” porque, todo bom brasileiro e que gosta do “feijão com arroz” precisa “temperar” o prato, e sempre tem a impressão que no mês passado, seu dinheiro rendia mais;
- Tentar sair de casa sobre duas rodas (cadeirantes) e não ter mobilidade suficiente e nem adequada, pra ir e vir como um cidadão de direito; - Pagar um plano de saúde ou ter isso retido no seu salário mensal que parece ser assistência médica, mas que sempre lhe deixa a impressão de que está precisando de um “grande” favor em ser atendido, ah, mas aí sou privilegiada, e para aqueles que não têm o plano e precisam do SUS, se precisarem de um tratamento mais específico e delicado, ficar numa fila de espera bem extensa, que pode levar meses, o que provavelmente você já terá se curado na “fé” ou já passou dessa pra uma bem melhor;
Se você, assim como eu tem o privilégio de ter um carro, não conseguir mais ir do bairro Antônio Bezerra ao Centro da cidade, sem levar pelo menos 40 minutos no trânsito; é digo privilégio, pois pra alguns “hipócritas” se eu tenho um carro, e reclamo de assaltos e insegurança, é porque sou da “elite” então vou desconsiderar a condição de elite e intitular como “privilégio”!
Enfim, se você leu até aqui e percebeu que isso já se tornou regra e não exceção, tá na ora de fazer sua parte! Isto não é nenhuma corrente, nem tampouco propaganda política partidária, é apenas um convite a você aproveitar as redes sociais, e utiliza-la pra além de postagens de festas, viagens e declarações de amor, amizade ou mesmo de “indiretas” pros seus amigos ou ex- amigos, e provocar os nossos representantes políticos, pra se posicionarem e apresentarem suas atitudes em relação a este “caos” que se instala hoje em nossa cidade, estado, país. Assim, acredito, que eles terão mais cuidado em cuidar das pessoas.
Não creio que seja suficiente, protestar na rua de cara pintada, de cara lavada, de simplesmente fazer o dever cívico em votar, se não houver esta conversa, este diálogo aberto e dinâmico que as mídias sociais permitem. Isto é civilidade, cidadania e exercício pleno do direito de se posicionar e se manifestar, pois como no inicio desta reflexão, eu me referia a “folia momina” o que seria de nós, neste país de gigantes, se não pudéssemos festejar e extravasar nossa alegria. Pensando nisso, sugiro que cheguemos a exaustão, que sejamos eufóricos em provocar, sugerir, discordar, opinar em questões que nos afetam cotidianamente. Ionete Siqueira Pedagoga – Especialista em Gestão e Avaliação da Educação Pública e Informática Educativa
Afinal, muitos nem leem o que a gente escreve, pois estamos muito midiáticos, e somos também muito “visuais” e nesse quesito não tenho muita habilidade, senão desenhava aqui uma charge, ou uma pintura crítica do que pretendo escrever agora.
É o seguinte: Se você que parou pra ler estas linhas e sentiu-se atingido, podia fazer sua parte, que tal?
- Sair na rua e ser assaltado, ou nem precise sair, chegando à casa mesmo, isso já está tão comum né!
- Pegar um ônibus, sempre cheio e ainda correndo o risco de ser assaltado, ou ter que presentear algum meliante, assim de repente, com direito a ficar com uma arma na sua cabeça, sem ter o direito de se recusar a participar da “festa”;
- Iniciar o ano com uma montanha de “Is” pra pagar, e ainda se surpreender com aumentos generosos nesses “Is”; - Não poder ir a uma praça, correr, andar, sentar e não fazer nada, porque sempre podem aparecer umas “surpresinhas” desagradáveis;
- Ir às compras do mês, tipo, farinha, feijão, arroz e uma “misturazinha” porque, todo bom brasileiro e que gosta do “feijão com arroz” precisa “temperar” o prato, e sempre tem a impressão que no mês passado, seu dinheiro rendia mais;
- Tentar sair de casa sobre duas rodas (cadeirantes) e não ter mobilidade suficiente e nem adequada, pra ir e vir como um cidadão de direito; - Pagar um plano de saúde ou ter isso retido no seu salário mensal que parece ser assistência médica, mas que sempre lhe deixa a impressão de que está precisando de um “grande” favor em ser atendido, ah, mas aí sou privilegiada, e para aqueles que não têm o plano e precisam do SUS, se precisarem de um tratamento mais específico e delicado, ficar numa fila de espera bem extensa, que pode levar meses, o que provavelmente você já terá se curado na “fé” ou já passou dessa pra uma bem melhor;
Se você, assim como eu tem o privilégio de ter um carro, não conseguir mais ir do bairro Antônio Bezerra ao Centro da cidade, sem levar pelo menos 40 minutos no trânsito; é digo privilégio, pois pra alguns “hipócritas” se eu tenho um carro, e reclamo de assaltos e insegurança, é porque sou da “elite” então vou desconsiderar a condição de elite e intitular como “privilégio”!
Enfim, se você leu até aqui e percebeu que isso já se tornou regra e não exceção, tá na ora de fazer sua parte! Isto não é nenhuma corrente, nem tampouco propaganda política partidária, é apenas um convite a você aproveitar as redes sociais, e utiliza-la pra além de postagens de festas, viagens e declarações de amor, amizade ou mesmo de “indiretas” pros seus amigos ou ex- amigos, e provocar os nossos representantes políticos, pra se posicionarem e apresentarem suas atitudes em relação a este “caos” que se instala hoje em nossa cidade, estado, país. Assim, acredito, que eles terão mais cuidado em cuidar das pessoas.
Não creio que seja suficiente, protestar na rua de cara pintada, de cara lavada, de simplesmente fazer o dever cívico em votar, se não houver esta conversa, este diálogo aberto e dinâmico que as mídias sociais permitem. Isto é civilidade, cidadania e exercício pleno do direito de se posicionar e se manifestar, pois como no inicio desta reflexão, eu me referia a “folia momina” o que seria de nós, neste país de gigantes, se não pudéssemos festejar e extravasar nossa alegria. Pensando nisso, sugiro que cheguemos a exaustão, que sejamos eufóricos em provocar, sugerir, discordar, opinar em questões que nos afetam cotidianamente. Ionete Siqueira Pedagoga – Especialista em Gestão e Avaliação da Educação Pública e Informática Educativa
